O mapa-múndi parece familiar, mas não é uma fotografia exata do planeta. Como a Terra tem superfície curva, representá-la em uma folha ou tela plana exige uma projeção cartográfica. Nesse processo, alguma característica será inevitavelmente distorcida.
Algumas projeções priorizam as formas, outras procuram conservar áreas, distâncias ou direções. A escolha depende da finalidade do mapa: navegação, ensino, comparação territorial ou análise temática.
Por que alguns países parecem maiores?
Em projeções cilíndricas muito difundidas, as áreas próximas aos polos ficam visualmente ampliadas. Isso pode fazer territórios de altas latitudes parecerem desproporcionalmente grandes quando comparados a regiões próximas ao Equador.
A projeção de Mercator foi decisiva para a navegação porque mantém ângulos e direções locais, mas não é adequada para comparar o tamanho real dos países. Projeções equivalentes corrigem a relação entre áreas, embora alterem formas.
Não existe mapa perfeito: existe o mapa mais adequado à pergunta que queremos responder.
Como ler mapas de modo crítico
Observe o título, a legenda, a escala, a orientação, a fonte e a projeção utilizada. Também considere quem produziu o mapa e qual mensagem ele pretende destacar. A cartografia seleciona e organiza informações, por isso toda leitura precisa combinar técnica e pensamento crítico.
O mundo não é como você pensa: a grande ilusão dos mapas
Fontes consultadas
Esta reportagem foi redigida de forma independente a partir do cruzamento de informações meteorológicas. As previsões podem mudar; acompanhe os avisos oficiais.

