Uma nova frente fria avança pelo Sul do Brasil e deve provocar uma sequência de mudanças no tempo. Antes da queda de temperatura, o encontro do ar mais frio com uma massa quente e úmida favorece a formação de tempestades no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
O risco não se distribui de maneira uniforme. Algumas cidades podem ter apenas chuva passageira, enquanto núcleos mais organizados podem produzir grande volume em pouco tempo, raios, granizo e rajadas capazes de derrubar árvores e interromper o fornecimento de energia.
Rio Grande do Sul sente primeiro a mudança
A frente tende a alcançar primeiro o Rio Grande do Sul, onde a chuva pode se intensificar e persistir em áreas já úmidas. O deslocamento e a velocidade do sistema dependem da circulação em níveis médios e altos da atmosfera.
À medida que o eixo frontal avança, Santa Catarina e Paraná entram na faixa de maior instabilidade. A ocorrência de granizo é localizada e não pode ser prevista com precisão para cada bairro, mas o ambiente deve ser acompanhado devido ao histórico recente de tempestades severas.
Bloqueio atmosférico pode desacelerar a frente
Uma área de alta pressão atua sobre parte do Brasil central. Esse bloqueio dificulta o avanço dos sistemas e pode manter a frente fria por mais tempo sobre o Sul. Quando a chuva se repete na mesma bacia hidrográfica, cresce o risco de alagamentos, enxurradas e elevação de rios.
Modelos meteorológicos podem divergir sobre a posição exata e os acumulados. Por isso, a previsão precisa ser atualizada conforme novas observações entram nos cálculos.
A frente fria não traz apenas frio: o momento mais perigoso pode ocorrer antes da queda de temperatura, durante a formação das tempestades.
Centro-Oeste e Sudeste sentem efeitos diferentes
Se o bloqueio permanecer forte, a maior parte do Centro-Oeste continua quente e seca. No Sudeste, o sistema pode provocar aumento de nuvens, vento e chuva principalmente no sul de São Paulo, mas perde organização ao encontrar o ar mais seco do interior.
A queda de temperatura deve ser mais evidente atrás da frente, especialmente nas áreas do Sul sob maior presença de nuvens e vento.
Como acompanhar o alerta
Consulte os avisos do INMET, dos serviços meteorológicos estaduais e da Defesa Civil. Durante rajadas, não permaneça perto de árvores, placas, coberturas metálicas ou estruturas frágeis. Em áreas com histórico de inundação, tenha uma rota segura e não atravesse ruas ou pontes cobertas pela água.
Os alertas podem ser atualizados, ampliados ou encerrados conforme o deslocamento real da frente. A informação local e em tempo real deve prevalecer sobre mapas produzidos com vários dias de antecedência.
Nova frente fria no Sul: alerta de tempestades e virada no tempo
Fontes consultadas
Esta reportagem foi redigida de forma independente a partir do cruzamento de informações meteorológicas. As previsões podem mudar; acompanhe os avisos oficiais.

