O satélite meteorológico GOES-19 registrou a extensa circulação de um ciclone em rápida intensificação sobre o Atlântico Sul. O sistema se afastava do continente depois de organizar uma linha de instabilidade que provocou tempo severo no Uruguai e no Rio Grande do Sul.
Nas imagens, a curvatura das nuvens ao redor do centro de baixa pressão evidencia a rotação do sistema. A animação em sequência permite observar a expansão da área de nuvens, o deslocamento para leste e a entrada de ar mais seco em parte da circulação.

Por que é chamado de ciclone-bomba?
A expressão descreve um ciclone extratropical cuja pressão central cai muito rapidamente, processo conhecido como ciclogênese explosiva. A referência clássica é uma queda próxima de 24 hPa em 24 horas, ajustada à latitude.
“Bomba” descreve a velocidade de intensificação do ciclone; não significa explosão e não indica, sozinho, o impacto em cada cidade.
O papel do satélite
Satélites geoestacionários monitoram continuamente nuvens, vapor d'água e temperaturas dos topos das nuvens. Esses dados ajudam a identificar tempestades profundas e acompanhar sistemas sobre o oceano, onde há menos estações meteorológicas.
Impactos diminuem com o afastamento
À medida que o centro do ciclone avança para o oceano, os efeitos diretos em terra tendem a diminuir. Mesmo assim, vento costeiro, ondas e ressaca podem persistir, e a circulação do sistema ajuda a impulsionar ar frio em direção ao continente.
Entenda a formação de um ciclone-bomba
Fontes consultadas
Esta reportagem foi redigida de forma independente a partir do cruzamento de informações meteorológicas. As previsões podem mudar; acompanhe os avisos oficiais.

