Um tornado de grande dimensão visual foi registrado no Paraná, tornando-se o terceiro episódio do tipo no Sul do Brasil em apenas 12 dias. A sequência não significa que todos os eventos tiveram a mesma intensidade, mas evidencia um período atmosférico favorável a tempestades muito organizadas.
Em outro caso recente analisado pela MetSul, os danos foram compatíveis com a categoria F2 da escala Fujita, associada a vento estimado de até 200 km/h. A classificação é feita principalmente a partir dos impactos observados, e não apenas pela aparência do funil.

Por que tantos eventos em pouco tempo?
O Sul está numa faixa de encontro frequente entre ar quente e úmido vindo do Norte e massas de ar frio que avançam da Argentina. Quando esse contraste se combina com forte mudança da velocidade e da direção do vento com a altura, tempestades rotativas podem se desenvolver.
Um funil largo não determina sozinho a intensidade. A categoria do tornado depende da análise técnica dos danos e de outras evidências.
O que significa F2?
Na escala Fujita, a categoria F2 descreve danos consideráveis. Telhados podem ser arrancados, estruturas mais frágeis podem sofrer destruição e árvores podem ser quebradas ou arrancadas. A estimativa de vento é uma faixa aproximada derivada dos danos.
Como se proteger
Ao receber um alerta de tempestade severa, procure uma construção resistente. Fique no cômodo mais interno e baixo, longe de janelas. Proteja a cabeça e não tente observar ou filmar o tornado ao ar livre.
Em estradas, não pare sob árvores ou estruturas frágeis. Acompanhe os canais da Defesa Civil e, depois do evento, evite fios caídos e edificações danificadas.
Como reconhecer uma tempestade com potencial severo
Fontes consultadas
Esta reportagem foi redigida de forma independente a partir do cruzamento de informações meteorológicas. As previsões podem mudar; acompanhe os avisos oficiais.

