Depois de 25 dias sem marcas negativas, o Rio Grande do Sul voltou a registrar temperatura abaixo de zero. O resfriamento foi provocado por uma massa de ar frio mais intensa que ingressou no estado após uma primeira queda térmica associada ao ciclone no Atlântico Sul.
A entrada do ar polar ocorre com maior intensidade nas áreas próximas ao Uruguai e se espalha pelo território gaúcho. As menores marcas tendem a aparecer em pontos da Campanha, Serra, Planalto e baixadas protegidas do vento.
Por que a segunda massa de ar frio é mais forte?
A primeira incursão ajudou a remover o ar mais aquecido. Em seguida, uma nova alta pressão transportou ar de origem polar mais frio para o estado. Com menos nebulosidade durante a noite, a superfície também perde calor de forma mais eficiente.
Temperaturas medidas em estações representam pontos específicos; relevo e exposição ao vento podem produzir diferenças grandes dentro de um mesmo município.
Geada depende de outras condições
Para a formação de geada, não basta que o ar esteja frio. Céu claro, vento fraco e umidade próxima à superfície favorecem a deposição de gelo. Em áreas muito ventosas ou encobertas, a temperatura pode ficar baixa sem que a geada se forme.
Agricultura e população vulnerável
O frio intenso exige atenção com hortaliças, fruticultura e outras culturas sensíveis. Produtores devem consultar a previsão municipal e as orientações técnicas para proteção das lavouras.
Também é importante reforçar o acolhimento de pessoas em situação de rua, proteger animais e evitar equipamentos de combustão em ambientes fechados devido ao risco de intoxicação.
Por que algumas cidades registram temperaturas negativas?
Fontes consultadas
Esta reportagem foi redigida de forma independente a partir do cruzamento de informações meteorológicas. As previsões podem mudar; acompanhe os avisos oficiais.

