O tornado que atingiu Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, foi classificado como F2 após análise dos estragos. A estimativa indica vento que pode ter alcançado cerca de 200 km/h, intensidade capaz de provocar danos consideráveis em edificações, vegetação e infraestrutura.
A avaliação usa evidências encontradas no caminho percorrido pelo fenômeno. Telhados arrancados, paredes danificadas, árvores quebradas e objetos deslocados ajudam especialistas a estimar a força máxima do vento.

O que caracteriza um tornado F2?
A escala Fujita relaciona tipos de danos a intervalos estimados de vento. Na categoria F2, construções bem estabelecidas podem perder grande parte do telhado, estruturas frágeis podem ser destruídas e árvores de grande porte podem ser quebradas ou arrancadas.
O número atribuído ao tornado representa a maior intensidade identificada ao longo da trilha de danos, não necessariamente todo o percurso.

Tamanho não é sinônimo de força
Vídeos ajudam a documentar o fenômeno, mas a largura do funil não basta para determinar a categoria. Um tornado visualmente estreito pode produzir vento muito intenso, enquanto um funil largo pode ter intensidade menor.
Por que o Sul é vulnerável?
A região recebe frequentemente ar quente e úmido vindo do Norte e incursões de ar frio da Argentina. Quando o contraste térmico coincide com forte cisalhamento do vento, tempestades rotativas podem se organizar.
Proteção durante um alerta
Procure o pavimento mais baixo de uma construção resistente, em um cômodo interno sem janelas. Proteja a cabeça, não permaneça em veículos leves e nunca se aproxime para filmar. Depois da passagem, evite fios caídos e estruturas comprometidas.
Escala Fujita: como os tornados são classificados
Fontes consultadas
Esta reportagem foi redigida de forma independente a partir do cruzamento de informações meteorológicas. As previsões podem mudar; acompanhe os avisos oficiais.

